Suas finanças

Como a mesada pode ajudar na educação financeira

Pode soar novidade para alguns pais, mas a boa e velha mesada pode ser uma aliada na educação financeira das crianças. Isso porque essa é uma forma de você introduzir os pequenos no orçamento da casa e incentivá-los a lidar com o dinheiro de forma responsável.  

Você acha que isso é complicado? Tenha calma. Neste texto, vamos ajudar você a pensar algumas formas de usar esse recurso a seu favor para criar uma boa relação entre seus filhos e as finanças desde cedo.  

Por que a mesada é uma forma de educar as crianças 

A mesada pode ser um jeito de começar a trabalhar a noção de responsabilidade e compromisso com os pequenos, já que esse é o primeiro contato direto que muitas crianças têm com o dinheiro. Mas como fazer isso? 

Aproveite esse momento para conversar com as crianças sobre as finanças da casa. Explique como funciona o mundo dos adultos e o pagamento das contas como água, luz e telefone.  

Depois, ajude seu filho ou sua filha a definir um objetivo para a mesada. Pode ser apenas para as despesas do dia a dia, como comprar o lanche da escola, ou para algo maior, como comprar uma bicicleta, por exemplo.  

Aqui, o importante é mostrar para os pequenos que é preciso controlar os gastos para que o dinheiro dure. Ou para realizar um sonho maior ao final de um determinado período.  

Quando começar a dar dinheiro para as crianças

Assim como em quase tudo que diz respeito à criação dos filhos, não há uma idade certa para que as crianças comecem a lidar com dinheiro. Mas há alguns critérios que podem ajudar.  

O primeiro, e mais importante, é que a criança tenha familiaridade com as operações básicas, como somar e subtrair. Em geral isso acontece quando elas estão nos primeiros anos da escola.  

Mas não se prenda apenas por isso. Avalie se você acha que seu pequeno ou sua pequena tem maturidade para começar a ganhar mesada. Pode ser que você entenda que ainda não é o momento, e não tem problema, ok? 

O que é melhor, mesada ou semanada? 

Antes de definir o valor, você também pode se perguntar se, afinal, é melhor dar mesada ou semanada para uma criança? A resposta é que depende.  

Crianças menores de 12 anos, em geral, têm mais dificuldade em pensar a longo prazo. Nesse caso, pode ser melhor começar com pequenas quantias semanais.   

Já para os pré-adolescentes e adolescentes, o valor mensal pode ser uma forma de simular um futuro salário. Mas lembre-se de que mesada não é salário, porque a criança não vai trabalhar por ela. Foque no caráter educativo.  

Como definir o valor da mesada 

Como a ideia é criar uma relação saudável entre as crianças e o dinheiro, pense em um meio termo que caiba no seu bolso. Não se comprometa com um valor alto demais que você não vá poder arcar na data combinada, nem tão baixo que a criança não dê valor.  

Aqui, novamente, conversar é fundamental. Se for o caso de dar o valor das despesas com o lanche da escola, por exemplo, calcule o suficiente e explique à criança que ela não irá receber mais caso gaste tudo. E, claro, tente cumprir sua palavra.   

Se a ideia for realizar um sonho de longo prazo, deixe claro quanto dinheiro e por quanto tempo ela precisará economizar. Pense que, mais importante do que conquistar ou não o que a criança deseja é mostrar para ela a importância de usar o dinheiro com responsabilidade.  

Outra opção, se você tiver condições, é criar um modelo híbrido: diga que ela pode gastar a metade do valor, mas deve economizar a outra metade para realizar um desejo a médio ou longo prazo. Deixe que ela mesma decida qual será, e a oriente sempre que achar necessário. 

Fale sobre dinheiro com seus filhos 

A mesada é uma boa ferramenta de educação financeira, mas não é a única. Portanto, não se culpe se ela não couber no orçamento familiar. 

Aqui o mais importante é começar a falar de dinheiro com os pequenos. Para muitas famílias isso é um tabu, mas a verdade é que é um assunto fundamental. Isso vai ajudar não só seus filhos a entenderem melhor o valor do dinheiro, como também formar adultos mais comprometidos com as finanças.  

Quer saber como começar? Pense que tudo tem seu tempo, e, portanto, a conversa deve ser adaptada à cada faixa etária.  

Um bom jeito de começar a ensinar a poupar, por exemplo, pode ser através de um cofrinho. Para ajuda você, fizemos uma versão divertida para ser impressa, que você pode montar junto com as crianças.

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