Sua segurança

Usuários podem pedir devolução de Pix em caso de fraude

Saiba como irá funcionar a devolução de Pix autorizada pelo Banco Central para melhorar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos

Usuários do sistema de pagamentos instantâneos agora podem pedir devolução de Pix em caso de fraude.  A novidade faz parte de uma série de medidas que o Banco Central determinou para deixar o sistema mais seguro.  

Ou seja, se você suspeitar que foi vítima de um golpe, terá a chance de conseguir o seu dinheiro de volta. Isso depois de passar por uma avaliação das instituições financeiras, é claro.  

Mas, como isso vai funcionar? Neste texto, vamos explicar tudo sobre a novidade.  

Quem poderá pedir devolução de Pix 

Quem for vítima de golpe poderá solicitar à instituição financeira que reveja o valor que transferiu. Mas isso tem que ser feito em até 80 dias depois da transação.  

Cada banco irá definir a forma como o cliente pode fazer essa solicitação. Além disso, a própria instituição financeira pode tomar a iniciativa de analisar uma transferência de Pix caso considere suspeita.     

Como funciona a devolução de Pix 

Para solicitar a devolução de Pix, o cliente deve entrar em contato com a instituição financeira através dos canais de atendimento disponíveis. A partir daí, inicia o processo de análise.  

Em resumo, o banco de quem fez o Pix irá entrar em contato com o banco de quem recebeu o dinheiro. Essa instituição irá analisar se a transação é suspeita ou não.  

Nesse processo, o banco pode bloquear o Pix preventivamente. É para que a instituição tenha tempo de analisar com calma o que aconteceu.  

Caso entenda que realmente houve fraude, o dinheiro volta para a instituição de quem fez o Pix. Esse banco, por sua vez, devolve o valor ao cliente.  

Banco Central quer deixar o Pix mais seguro  

A devolução do Pix faz parte de uma série de ações do Banco Central para deixar o sistema mais seguro.  

A resolução obriga os bancos a notificarem a infração, o que atualmente é opcional. Ou seja, as instituições têm que registrar eventuais irregularidades e compartilhar as informações com outros bancos sempre que houver consulta a uma chave Pix.   

Além disso, as instituições podem consultar notificações de fraudes em outros procedimentos que tenham relação com a chave Pix, como abertura de contas. Isso vai aumentar as chances de identificar ações suspeitas antes que alguém perca dinheiro.   

Instituições podem ser responsabilizadas por problemas 

Para reforçar a segurança, as instituições agora devem adotar mecanismos que sejam no mínimo iguais aos do Banco Central. Além disso, estão obrigadas a usar informações vinculadas às chaves Pix para autorizar ou rejeitar transações. Na pratica, quem já fez movimentações suspeitas deve ter mais dificuldades de usar o sistema.   

Quem não investir na segurança do sistema pode ter problemas no futuro. Isso porque o Banco Central determinou que as instituições que oferecem o Pix podem ser responsabilizadas por fraudes. Mas só se for comprovado que o problema teve a ver com falhas nos mecanismos de segurança e de gerenciamento de riscos.  

Dá para confiar no Pix? 

Com tantas regras novas, você pode estar se perguntando se o Pix, afinal, é um sistema seguro. A resposta é sim, mas, como em qualquer transação financeira, é sempre importante tomar cuidado.  

Por isso, faça Pix apenas para pessoas e empresas que você conhece e confia. Depois, é só aproveitar os benefícios desse sistema, que facilitou a vida financeira de muita gente, como nós já falamos aqui no blog.  

Quer lembrar seis problemas que o Pix resolveu para você? É só clicar aqui

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