Seu negócio

Quero começar uma startup: veja como transformar a sua ideia em negócio

Iniciativa do Agi para acelerar startups, a.base oferece conteúdo gratuito para ajudar você a começar a sua

Neste texto, você vai conhecer o passo a passo para começar a sua startup e tirar suas ideias do papel. Para isso, vamos ajudar você a identificar seu potencial e seus futuros clientes, e a adaptar o seu negócio às necessidades do mercado.  

Ok. Respira. Muita calma nessa hora.   

Sim, você pode estar com uma ideia que vai mudar a sua e milhares de outras vidas.  

Uma “Netflix”. Um “Airbnb da vida”. Algo disruptivo e inovador. 

Sinceramente, não duvido disso.  

Meu nome é Leonardo – ou, agora que somos íntimos, Léo. Sou analista de inovação e vou utilizar esse espaço para compartilhar com você uma série de conteúdos essenciais para a criação e o desenvolvimento da sua startup.  

E para começar, vou fazer uma provocação. Isso é para ajudar você a enxergar com mais clareza tudo isso que vem pensando.  

A primeira pergunta que faço é: 

Quais problemas a sua startup vai resolver?   

Pode parecer simplista, mas boa parte das startups quebram em menos de dois anos justamente por não saberem a que vieram. Ou melhor: podem até saber, mas não chegam a refletir o suficiente sobre isso a ponto de compreenderem o seu potencial cliente e o que ele espera do seu projeto.  

Ainda há aquelas que entendem as duas coisas, mas o problema que resolvem não é relevante o suficiente para sustentar o sonho. Sobre isso vamos falar mais adiante, em outro artigo. 

Existem também casos em que a solução está à frente do seu tempo. Ou seja, você sabe resolver um problema que seus clientes ainda não sabem que terão.   

O mercado está pronto para a sua startup?  

Aqui cabe um exemplo pessoal. O primeiro negócio que fundei foi de soluções em impressão 3D. A ideia era popularizar o método, produzindo desde modelos 100% personalizáveis até artigos para decoração (bonecos, carros, abajures, lustres etc).   

Isso foi em 2015. A população não conhecia a metodologia, o que dificultou bastante a aceitação e um modelo escalável de vendas por e-commerce.   

Tínhamos também a limitação tecnológica: as peças demoravam bastante para ficarem prontas, e o maquinário era caro demais para alcançar um volume alto de produção necessário.   

Resumindo: comecei barato, errei rápido e aprendi. Lean na veia. Em um próximo artigo vou revisitar essa experiência, pois aqui tem mais café no bule.  

Outro exemplo é o de uma startup tentou emplacar, aqui no Brasil, em 2003, um serviço de streaming semelhante ao Netflix. E adivinha? A infraestrutura precária e a ausência de demanda inviabilizaram o projeto. Assim como eu, eles estavam em um mercado que ainda não estava maduro o suficiente. 

Como você vai resolver os problemas do seu cliente?  

Mas você não precisa passar por isso se mapear os problemas e as dores do seu cliente antes de dar o pontapé inicial no seu negócio. Foi por isso que provoquei você no começo desse texto.   

Mapeou os problemas e as dores? Ótimo!  

Agora, explique de forma clara: como você pensa em resolver isso?  

Com uma plataforma? Um aplicativo? Um marketplace?  

Pense, superficialmente, por onde seu cliente busca solução. Se for algo com viés de conectar vendedores e compradores, como um marketplace de livros usados, por exemplo, pense nas formas de alcançar tanto quem vende como quem compra.  

Esse questionamento já pode trazer insights sobre os principais desafios e até pontos de atenção sobre a viabilidade da sua startup. Mas tem várias outras perguntas importantes que você deve se fazer. Vou listar algumas:  

  • O que o mercado possui hoje para solucionar esse problema? 
  • Como você se diferencia das soluções atuais?  
  • Como a sua solução se rentabiliza? Seria por uma mensalidade ou um valor por compra unitária?  
  • Quanto seria esse valor? E por quê?   
  • Seu negócio é direcionado para um público premium ou você quer apostar em diferencial tecnológico com um preço padrão de mercado?   

Essas reflexões são bem importantes pois vão ajudar bastante nas próximas etapas que vamos trabalhar aqui. 

Converse com o potencial cliente da sua startup  

Nesse ponto, já conheci alguns empreendedores que partiram para a elaboração do produto. Investiram dinheiro, esforço e muito tempo no desenvolvimento de um site ou aplicativo, por exemplo. 

Mas a linha lógica que tem se mostrado mais assertiva é a de ter uma primeira conversa com seus potenciais clientes, com um esboço do que você vem planejando. Então, em um segundo momento, executar um estudo de viabilidade (teremos um conteúdo exclusivo sobre isso) e, após isso, passar para o seu primeiro MVP.  

Já ouvi inúmeras histórias de founders inverteram essa lógica em um produto que achavam que ajudaria um público e que muitas vezes sequer resolvia, de fato, uma dor desse público. 

Seguindo essa nossa abordagem a próxima pergunta é:  

Quem é a pessoa que vai consumir o seu produto? 

Faça uma lista das pessoas que você pode ter acesso para conversar e somente comece as abordagens com anotações sobre as hipóteses que você gostaria de trabalhar. Afinal, ninguém melhor do que seus potenciais clientes para dizer o que querem.  

Caso não conheça ninguém, pense em situações em que você pode abordar seu público. 

Por exemplo: usando aquela ideia de um marketplace de livros usados, você poderia conversar com potenciais clientes em livrarias ou sebos.   

Você pode utilizar o mesmo raciocínio para o mapeamento das hipóteses

Um exemplo de questionamento é: “Entre os pontos a seguir, qual você mais valoriza quando vai comprar um livro?”  

Se o entrevistado responder que é o preço baixo, por exemplo, ele pode estar mais próximo de ser um cliente seu. Já se responder que é o estado perfeito do livro ele pode estar mais distante. 

Com um roteiro bem estruturado e uma boa quantidade de respostas, você terá insumos para seguir em frente ou até para deixar de lado a sua ideia pela baixa aceitação do público.  

Lembre-se que esse é o momento em que devemos buscar a verdade. Devemos entender o que os clientes de fato querem e não o que eles dizem que querem ou o que achamos que devem querer. 

Não se apegue ao seu modelo inicial de negócio 

Reed Hastings e sua equipe levaram anos para fazer com que a Netflix tivesse esse modelo que ganhou o mundo nos últimos cinco anos. O famoso streaming só começou em 2008 e de forma embrionária – antes disso, os usuários solicitavam as entregas dos DVDs pelo site da empresa, como um serviço de delivery em domicílio.   

Você pode começar com uma ideia e durante esse processo que comentei, podem surgir novas percepções que fazem tanto sentido quanto as suas iniciais.  

E está tudo bem. Isso é normal. Sinta-se bem por isso.  

Você está aprendendo, acumulando experiência. Aos poucos, sua ideia vai ganhando corpo e se transformando em um projeto. 

Também agradeça por estar passando por isso nesse momento. Existem startups que passam por isso em um estágio de maturidade bem mais avançado e acabam tendo que trocar a roda com o carro andando. Falaremos disso mais adiante também. 

Busque a comunidade empreendedora  

Estamos aqui para nos ajudarmos. A comunidade empreendedora é bastante famosa por ser aberta e se ajudar bastante. Não é à toa que o termo networking se popularizou nesse meio.  

Um bom começo é procurar hubs de inovação ou incubadoras para conversar com outras pessoas empreendedoras. Nessas conversas, fale sobre todo esse processo que você já passou, para que consigam ter uma boa perspectiva do lugar onde você está.  

Você pode compartilhar sua ideia sem medo. Não vão te copiar. E se te copiarem tão facilmente assim, é um sinal de que a barreira de entrada para novos concorrentes é muito pequena. Será que vale a pena para você seguir com algo tão frágil?  

Foque na execução do seu projeto   

Eu trabalhei em um startup que tinha um cenário bem interessante: todos gostavam da ideia e queriam executar também. Mas a execução, caro leitor e cara leitora, é onde está o segredo.  

Para executar aquele projeto precisaríamos de um esforço gigantesco. Colossal. E adivinha a nossa postura quando alguém aparecia falando que queria abrir um igual? Contávamos tudo. Como um livro (quase) aberto.  

Como resultado, a maioria desistia do projeto antes de começar. E os poucos que seguiram desistiam 15 dias depois. É a sua execução que vai fazer a diferença.  

O empreendedor serial Tallis Gomes gosta de lembrar que seu avô dizia que “ideias valem 10 centavos a bacia”. Aliás, siga o Tallis o Instagram e pesquise sobre o seu livro. É uma boa dica de leitura para você ter um contexto do que vai encontrar pela frente.  

“Se é alguma coisa que você vai patentear, então tudo bem, mas se é um aplicativo, alguma coisa assim, pega um megafone e bota na rua.”

Mike Ajnsztajn, fundador da aceleradora Aceleratech.  

Tem casos que a pessoa guarda a ideia em sete chaves e quando vai executar, um ano depois, já tem vários concorrentes. Sejam ágeis, práticos e práticas.   

Inciativa do Agi vai ajudar a acelerar startups  

Para acelerar o desenvolvimento de startups e ajudar boas ideias a virarem negócios consistentes, nós criamos a.base. Nessa iniciativa do Agi, os participantes passam por mentorias, têm acesso a estrutura física, e participam de eventos com investidores e pessoas do mercado que podem ajudar nesse momento. Tudo de graça.   

Para saber mais sobre a.base é só seguir conferindo os conteúdos que vamos soltar por aqui nas próximas semanas.   

Bom, por hoje é isso. Agora é hora de você colocar em prática o que conversamos e mais adiante eu volto com os próximos passos para colocar sua startup de pé.  

Até mais.  

Be epic,  

Léo. 

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